Banner de Consentimento de Cookies
Este site utiliza cookies para melhorar a experiência do usuário. Usamos: Aceita o uso de cookies analíticos? Leia nossa Política de Privacidade e Cookies

voltar

Regantes alertam para as consequências da seca na economia rural

2018-02-15

- Mais de 50% das áreas irrigáveis não vão poder ser regadas em 2018

- Prejuízo direto estimado de mais de 1,1 mil milhões de euros no saldo da balança comercial

- São urgentes medidas compensatórias aos agricultores pelo agravamento de custos com a rega

 

A FENAREG alerta que este ano haverá fortes restrições em quase todas as obras de rega, a maioria não terá água. Após quatro anos consecutivos de precipitação inferior à média, as reservas de água situam-se agora nos 36%, regista o boletim das albufeiras da Autoridade Nacional de Regadio, DGADR. Os agricultores são os primeiros afetados pela seca e terão que adaptar as culturas e as áreas cultivadas à água disponível. Redução de colheitas e menores rentabilidades são efeitos da seca prolongada e que acabam transferidos à indústria agroalimentar e à economia rural.

 

No ano passado, a área regada reduziu 30% e, este ano, estima-se que mais de 50% da área não poderá ser regada, representando um prejuízo direto de mais de 1,1 mil milhões de euros no saldo da balança comercial, num setor que agrega 150.000 empresas agrícolas, responsáveis por 175.000 postos de trabalho diretos.

 

A bacia do Sado apresenta as maiores limitações de água a nível nacional, variando o volume útil de água disponível nas nove albufeiras da região de 0% a 17%, de acordo com o boletim das albufeiras da DGADR, emitido a 2 de Fevereiro. A manter-se a situação atual de seca, a cultura do arroz, será inviável no Vale do Sado. «Com os atuais níveis de água nas barragens não conseguiremos ir além dos 600 hectares de arroz no Sado, onde num ano normal se cultivam 7.500 hectares de arroz», afirma João Reis Mendes, diretor executivo da APARROZ - Agrupamento de Produtores de Arroz do Vale do Sado.

 

A única forma de viabilizar esta e outras culturas agrícolas na região do Sado é através da transferência dos volumes de água da barragem de Alqueva para as albufeiras periféricas, algumas das quais terão necessidade de comprar 100% da água à EDIA, entidade gestora de Alqueva. Porém, a aquisição de maiores volumes de água à barragem de Alqueva pelas Associações de Regantes terá uma repercussão direta nos custos da água, com um agravamento estimado de 50% a 70% no preço da água a pagar pelos agricultores, o que inviabiliza a realização da maioria das culturas anuais (arroz, milho, entre outras) na bacia do Sado.

 

A FENAREG apresentou ao Ministério da Agricultura, em Novembro passado, uma proposta de medidas compensatórias aos agricultores pelo agravamento de custos com a rega, com vista a ajudá-los a minimizar os efeitos da “pior seca dos últimos 20 anos”. Uma das fontes de apoio disponível para colmatar esta situação é o Fundo Ambiental. Este Fundo foi criado em 2016 pelo Governo e tem por finalidade “apoiar politicas ambientais para a prossecução dos objetivos do desenvolvimento sustentável”, designadamente “os relativos às alterações climáticas” e “aos recursos hídricos”, “financiando entidades, atividades ou projetos”.

 

A FENAREG defende continuar a modernização do regadio, que significou um grande avanço na poupança de água: em três décadas, a agricultura reduziu para metade a água utilizada por hectare. O Programa Nacional de Regadios, cujo arranque foi assinalado pelo Sr. Ministro da Agricultura no passado dia 2 de fevereiro, será mais um progresso na adaptação às alterações climáticas. Como aposta na competitividade da agricultura, também a PAC pós 2020 deve assegurar a continuidade dos investimentos em regadio para melhor resiliência aos períodos de seca.

 

 

FENAREG é uma associação de utilidade pública, sem fins lucrativos, de âmbito nacional, fundada em 2005, que agrupa entidades dedicadas à gestão da água para rega, tanto superficial como subterrânea, com o objetivo de unir esforços e vontades na defesa dos seus legítimos interesses e na promoção do desenvolvimento sustentável e da competitividade do regadio. Atualmente conta com 27 associados que representam mais de 25 mil agricultores regantes e cerca de 126.000 hectares, que significa mais de 90% do regadio organizado, 76% do regadio coletivo público e cerca de 20% do regadio nacional.

 

Mais informações: FENAREG Tel.: 962 055 519 / 243 610 355 secretariado@fenareg.pt

voltar






Mais informações

Anunciantes da edição livro
Termos Legais e Utilização
Política de Privacidade
Livro de Reclamações

Contactos e Suporte

Rua Álvaro de Campos, 18 - 1º Esqº

2675-225 Odivelas

T +351 219 383 430 (Chamada para rede fixa nacional)

agromanual@agromanual.pt

©2024 Agro Manual
Todos os direitos reservados | Desenvolvido por is4u.pt

O Agro-Manual não vende produtos fitofarmacêuticos, adubos ou outros factores de produção agrícola, apenas fornece informação sobre os mesmos.