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Lusosem participa em projeto europeu de I&D para novas aplicações do tremoço

2017-03-23

A Lusosem e o Instituto Superior de Agronomia são parceiros de um consórcio europeu de investigação aplicada que quer dar nova vida ao tremoço, aproveitando na íntegra as potencialidades da planta e do fruto para alimentação humana e animal, produção de prebióticos e como fonte de bioenergia.

 

O LIBBIO é um projeto europeu de investigação aplicada para melhoramento, multiplicação e produção do tremoço dos Andes (Lupinus mutabilis) e desenvolvimento de novos processos de transformação industrial. Baseado no conceito da Bioeconomia, o LIBBIO aposta no tremoço como opção cultural para ocupação de terras marginais na Europa, atendendo às características desta leguminosa: reduzida necessidade de fertilização e elevada capacidade de fixar azoto no solo.

 

Na fase de obtenção e melhoramento da semente, os investigadores deverão selecionar variedades de tremoço (não-OGM) com elevado rendimento em silagem ou em semente, contendo mais de 20% de teor em óleo e mais de 40% de teor proteico.

 

O recurso a modernas tecnologias moleculares permitirá acelerar o processo de obtenção das variedades. Na fase produtiva, o tremoço dos Andes será instalado como cultura de Primavera-Verão nos países do Centro e Norte da Europa e como cultura de Outono-Inverno nos países do Mediterrâneo, entre os quais Portugal.

 

O projeto inclui o desenvolvimento de novas tecnologias de transformação do tremoço à escala pré-industrial que visam retirar maior valor acrescentado do tremoço enquanto fonte de biomassa. Os cientistas deverão isolar e caracterizar os diversos componentes desta leguminosa - óleos, proteínas, alcaloides, fibras solúveis - e avaliar o seu potencial como matéria-prima no fabrico de diferentes produtos. No final do projeto esperam obter protótipos que poderão ser desenvolvidos à escala industrial pelas empresas que integram o consórcio.

 

O impacto ambiental e socioeconómico da cultura do tremoço nas explorações agrícolas será avaliado, bem como a viabilidade tecnológica e rendimento industrial do mesmo como matéria-prima para biorrefinarias.

 

O LIBBIO teve início em Outubro de 2016 e deverá prolongar-se até 30 de Setembro de 2020. A primeira reunião do consórcio decorreu na capital da Islândia, a 10 e 11 de outubro, com 19 participantes de 13 entidades parceiras. De Portugal estiveram presentes: Filipa Setas e Gonçalo Canha, do Departamento de Desenvolvimento da Lusosem, e os investigadores João Neves Martins e Ricardo Ferreira, do Instituto Superior de Agronomia.

 

O primeiro dia de reunião foi dedicado à planificação do trabalho do projeto e no segundo dia o grupo visitou o Departamento Islandês de Conservação do Solo, em Gunnarsholt, que estuda o tremoço e outras plantas como ferramenta na recuperação de terras marginais. Foi também visitado um agricultor, produtor de cevada, trigo e colza, na localidade de Thorvaldseyri, que está interessado em produzir tremoço para rentabilizar algumas terras muito pobres (à base de cinza e areia) e sujeitas a baixas temperaturas e geadas na Primavera.

 

A próxima reunião do consórcio decorrerá a 4 e 5 de Abril na Grécia para fallow up dos trabalhos e objetivos definidos.

 

O LIBBIO é financiado por fundos comunitários do programa Horizonte 2020, geridos pela parceria público-privada Bio-Based Industries Joint Undertaking. Esta plataforma reúne instituições públicas e bioindústrias europeias, tendo por objetivo reduzir a dependência da UE face à energia de origem fóssil, através do desenvolvimento de tecnologias de biorrefinação que transformem recursos naturais renováveis em produtos, materiais e combustíveis verdes.

 

O consórcio envolve 14 parceiros, entre investigadores de centros públicos e empresas privadas, oriundos de oito países europeus. Portugal está representado pela Lusosem e pelo Instituto Superior de Agronomia.

 

A Lusosem tem vasta experiência na cultura do tremoço. Nos últimos anos, foi parceira no projeto + Lupinus, que estudou a utilização do tremoço, numa perspetiva transversal, abordando desde a melhoria genética da espécie, ao seu itinerário cultural, passando pela sua versatilidade como alimento com benefícios comprovados na prevenção de inflamações e do cancro do intestino.

 

Paralelamente, a Lusosem produz tremoço “amargo” para a indústria conserveira e tremoço “doce” para a produção de Blad, um fungicida biológico obtido da proteína do tremoço.

 

 

Sobre a Lusosem:

A Lusosem tem como missão colocar à disposição dos Agricultores Portugueses uma gama de Produtos e Serviços, em permanente evolução e adaptados às necessidades do mercado nacional, na área dos Produtos para a Proteção das Plantas e das Sementes Certificadas. Disponibiliza soluções inovadoras, eficazes e rentáveis e trabalha com o Setor de forma a otimizar a sua utilização segura, no maior respeito pelo Homem e Meio Ambiente.

Lusosem - produtos para agricultura, S.A.

Rua General Ferreira Martins, nº 10 - 9º A | 1495-137 ALGÉS | PORTUGAL Telefone: 21 413 12 42 | lusosem@lusosem.pt | www.lusosem.pt

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